A carreira dos dois irmãos terminou junto com o Colorado Esporte Clube, que se fundiu com o Pinheiros para a criação do Paraná Clube. “Na fusão do Colorado com o Pinheiros, que resultou no surgimento do Paraná Clube, em 1989, havia um excesso de jogadores no elenco. E os dois foram liberados, como muitos outros”, conta Pachequinho. E assim terminou a história dos dois primeiros Pachecos como jogadores no futebol profissional. Atualmente, Jomir trabalha na Secretaria Municipal de Esportes de Colombo.

Fábio não vingou

Houve ainda um quarto Pacheco, porque o terceiro foi Pachequinho. Trata-se de Fábio Pacheco, o mais novo dos quatro. “Ele também jogou futebol de salão na AABB, jogou nos juniores do Coritiba, mas não se profissionalizou. Ficou apenas no salão. O técnico Zequinha quis levar o Fábio para o Atlético Paranaense, quando ele era técnico dos juniores, mas ele não foi”, conta Pachequinho.

Fábio hoje trabalha no departamento de esportes da AABB.

E sobre o terceiro Pacheco da família, Erielton, a torcida do Coritiba, principalmente a dos anos 90, sabe de cor e salteado de quem se trata. É o velho Pachequinho. Talvez o principal craque do time do Alto da Glória daqueles anos de luta, de muito suor e de reconstrução que foi a década 90. Ou seja, de recondução do Coxa à Série A. Campanha que teve Pachequinho como um de seus grandes responsáveis. A família Pacheco foi um fenômeno raro e curioso no futebol paranaense que mereceu uma reportagem na revista Placar, edição do dia 24 de março de 1989.

“A família Pacheco pode não primar pela qualidade, mas talvez seja, hoje, a família mais numerosa do futebol paranaense”, dizia a revista na época, antes de Pachequinho estourar no Coritiba e fazer a Placar rever sua opinião sobre a qualidade.