Borba Filho começou a jogar futebol na base do Atlético, a princípio como zagueiro e depois como volante. Depois treinou no Coritiba, jogou futebol no exército. Em seus anos futuros como técnico ele oscilaria varias vezes atuando ora um período no Alto da Glória, ora outro período na Baixada, onde esteve presente como diretor em um dos momentos culminantes do rubro-negro, que foi a final da Libertadores em 2005. No entanto, como técnico seus títulos de campeão foram no Cascavel e no Pinheiros.

Borba Filho, no entanto, como todo jovem boleiro sonhou em seguir carreira. Ele vem de família tradicional de Curitiba no futebol. Altino Borba, o seu pai, foi bicampeão pelo Atlético nos anos 30, atuando na zaga. E o tio Paraílio, jogou no Britânia e também no Atlético. O pai de Borba gostava tanto de futebol que morreu no estádio durante uma partida no Willie Davids, em Maringá.

“Eu fui para Maringá em 1955, onde joguei nos times que começavam a formar na cidade naquela época”, conta Borba Filho. Ele fez partidas contra Bonsucesso e Olaria, até um belo dia a Portuguesa aparecer na cidade para um amistoso. “Em 1961, a Portuguesa foi a Maringá e aplicou uma goleada de 8×0. E o pessoal que trouxe o time não pagou a Lusa, que ficou na cidade procurando amistosos para levantar dinheiro para ir embora. E eu fiz amizade com alguns integrantes”, conta Borba Filho.

E foi assim que Borba Filho acabou indo para a Lusa. A coisa estava encaminhada, mas faltava o contrato. “Na hora de fazer o contrato eu achei pouco o que a Portuguesa pagava”, conta Borba Filho. Foi então que ele se lembrou de uma indicação para trabalhar na Sidney Ross, um laboratório muito famoso no Brasil naqueles anos. “Na hora da pretensão salarial, eu joguei o salário lá em cima: 20 mil. Na hora de contratar eles disseram que o único problema para me contratar era o salário que eu pedi, que estava abaixo do piso que era 22 mil”, conta. Ele não pensou duas vezes. Aceitou o salário da Sidney Ross. E o boleiro morreu ali mesmo.

E assim, Borba pendurou as chuteiras precocemente para cuidar de uma área do laboratório aberta em Apucarana. Mas como a bola estava no sangue e o pai estava em Maringá, ele começou a trabalhar de radialista na rádio Difusora, assim como foi um dos primeiros jornalistas esportivos da recém-fundada Folha do Norte do Paraná. Nascia o cronista que depois de alguns anos foi para Curitiba, onde aportou a convite de Vinicius Coelho. Em Curitiba, Borba Filho atuou em O Estado do Paraná e na Tribuna. “Até um dia, em 1969, eu resolvi chutar tudo para cima e virar técnico”, conta ele. Mas esta é outra história.