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Hidalgo fala sobre a conquista do Torneio do Povo

Arbitragem tentou prejudicar o Coritiba, mas, no final, o Coxa sagrou-se campeão

  • Por Edilson Pereira

O momento dramático da carreira de Hidalgo em campo foi na noite de 21 de março de 1973, na Fonte Nova, em Salvador. O Coritiba precisava empatar para conquistar o Torneio do Povo e levar seu primeiro título nacional para a galeria.

O Coritiba saiu na frente, o Bahia empatou e virou aos 15 minutos do segundo tempo. E o juiz José Marçal Filho já vinha aprontando – e com o segundo gol baiano, considerado irregular ou discutível pelos paranaenses-, a confusão estava armada.

O juiz resolveu a questão expulsando por reclamação o diretor de futebol Luiz Afonso, o zagueiro Cláudio e Hidalgo, que nunca fora expulso na carreira.
Hidalgo explica o que aconteceu: “Se eu não tomo a decisão de questionar o árbitro ele ia continuar aprontando. Na hora achei que não era justo vencer o Flamengo no Maracanã, passar por outros adversários fortes e perder um título nacional que o Coritiba sempre procurou ganhar, por causa de erros do juiz”, diz ele. “E foi assim que eu fui discutir com o árbitro, fui expulso e perdi a chance de conquistar o troféu Belfort Duarte”, prossegue Hidalgo, numa referência à láurea que leva o nome antigo do estádio do Coritiba e que distingue jogadores que nunca foram expulsos durante a carreira.

O resultado da expulsão foi que o Coritiba ficou com nove jogadores em campo e mesmo assim o que parecia improvável aconteceu. O técnico Tim mexeu no time, colocou Hélio Pires no ataque e o atacante acabou marcando o gol de empate, que garantiu o título do torneio para o clube paranaense. “Não foi qualquer título, foi o primeiro título nacional do time e de um clube do Sul do Brasil até então. Nem o Internacional tinha conquistado um título nacional”, diz Hidalgo.

Aquele título também representou algo importante na vida de Hidalgo. “Foi ali, em 1973, e principalmente depois que conquistamos o tricampeonato estadual, que eu percebi que não ia mais embora de Curitiba. O Evangelino não ia me vender de jeito nenhum, estava conquistando títulos, o meu segundo filho nasceu aqui e percebi que ia ficar”, disse ele. E realmente ficou, foi campeão em todos os anos que jogou no Coritiba. Ele ainda disputou mais duas temporadas e encerrou a carreira em 1975.

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8 Comentários em "Hidalgo fala sobre a conquista do Torneio do Povo"


ATLETICO PARANAENSE SEMPRE O MAIOR!....
ATLETICO PARANAENSE SEMPRE O MAIOR!....
4 anos 6 meses atrás

Continua sendo um título que não vale nada, nem é comparado a segundona… Um torneio para tampar um buraco devido a desorganização e incompetência dos dirigentes do futebol brasileiro… Um titulo sem vergonha!…

Gadiego Lôpez
Gadiego Lôpez
4 anos 6 meses atrás

Foi um torneio só para os melhores? Quer dizer que o Santos, São Paulo, Cruzeiro, Botafogo não estavam entre os melhores? O critério para participar era por renda. Naquela época nem se falava em média de público.

Gadiego Lôpez
Gadiego Lôpez
4 anos 6 meses atrás

Eu não desvalorizo. Foi uma grande conquista e dou os parabens ao coxa pela conquista daquele ano. Mas se esse torneio fosse disputado hoje com os critérios da época, o coxa não participaria. Assim como não participariam Inter e Galo.

Alex Pires
Alex Pires
4 anos 6 meses atrás

Quem não participa de uma competição sempre desvaloriza, ou coloca um time b pra disfarçar a incompetência, não ganha o ruralzao, não ganha Brasileiro, não ganha Libertadores, em resumo não ganha nada.

Alex Pires
Alex Pires
4 anos 6 meses atrás

Foi um torneio só pros melhores, quer dizer time mentiroso não participou.

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