O Juventus nunca foi campeão no futebol profissional, embora conquistasse muitos títulos nas categorias de base, principalmente no juvenil. No entanto, o time acumulou um pequeno repertório de feitos que justificariam um lugar menos obscuro na história do futebol paranaense. O time revelou jogadores como Tadeu, que jogou pelo Juventus de São Paulo e América do Rio, e foi convocado para disputar a Copa Roca em 1939. O goleiro Waldomiro é outro que saiu do Juventus e foi para o Coritiba e depois para o Flamengo do Rio. Assim como o goleiro Altemir, que jogou pelo Atlético, Grêmio de Porto Alegre e chegou à Seleção Brasileira. Tem ainda o ponta-direita Adilson, que foi para Fluminense, Portuguesa e jogou no exterior, além dos casos de Luiz Kavales, que foi para o Ferroviário e Paraguai, e Reinaldo, meio-campo que jogou no Atlético.

No dia 19 de julho de 1936, o time do Batel bateu o Coritiba por 2 x 1 e no dia 21 de abril de 1937, em seu estádio, ganhou outra vez do Coxa por 1 x 0. No dia 24 de abril de 1938, derrotou o Atlético por 2 x 1 e no dia 29 de maio venceu o Coritiba de novo por 2 x 1. No dia 10 de julho do mesmo ano goleou o Atlético por 5 x 2. No dia 5 de março de 1939, derrotou o Atlético por 1 x 0. No dia 29 de maio de 1941, goleou o Ferroviário por 4 x 0, vencendo o Atlético no mesmo ano por 2 x 1. Para não espichar muito, em seu penúltimo ano venceu o Coritiba no dia 22 de maio de 1949 por 2 x 1 e no último ano na divisão principal, no dia 28 de outubro, aplicou uma goleada de 4 x 1 no Atlético. No dia 24 de dezembro, no entanto, levou 7 x 0 do Coritiba. Depois disso, pegou o boné e foi embora.

O motivo alegado para o Juventus cair fora do futebol profissional é ainda muito atual: falta de dinheiro. Mas o fim causou muita dor, por que o clube criou uma grande identidade com a colônia polonesa. Relatório da época diz: “Entre várias disciplinas, o futebol havia se tornando para a família juventina um dos elementos básicos de sua existência. Graças a ele, a sociedade granjeara a posição e conceito no campo clubístico paranaense, constituindo motivo de orgulho para os seus associados. Renegar a sua existência, agora, seria o mesmo que renegar o seu próprio passado. No entanto, as razões práticas, o senso realista, obrigavam a tomar uma atitude drástica”.

Este “senso realista” era necessário diante dos custos de manutenção do futebol profissional, que não eram cobertos por rendas e mensalidades dos sócios, abrindo buracos deficitários nos balancetes anuais na segunda metade dos anos 40. A extinção do profissionalismo trouxe para muitos associados certa perturbação espiritual, desconforto e até mesmo uma dúvida quanto à razão da existência da sociedade. Mas a partir de então, o Juventus passou a se dedicar ao futebol amador. Em 1974, o clube se agregou a União Juventus, nome com o qual é conhecido hoje. Sua sede atual fica no Mossunguê.