Antes de desembarcar no futebol paranaense, Buião estava com tudo em Minas, mas foi para São Paulo. Meio a contragosto, porque gostava de Belo Horizonte, onde era ídolo. “A minha saída para o Corinthians foi contra a minha vontade, pois gostava do Galo e de sua torcida. Mas entrou em ação a questão financeira. O Galo precisava de dinheiro. Na época, em 1968, foi a transação mais cara do futebol brasileiro. Eu cheguei num sábado em São Paulo e na quarta-feira estreamos contra o Santos de Pelé, num jogo em que eu me lembro bem, porque quebramos o tabu de 11 anos sem ganhar do time da Vila Belmiro”, recorda.

O jogo foi disputado no Pacaembu, no dia 6 de março de 1968. Fazia quase 11 anos e exatos 22 jogos que o Corinthians não ganhava do Santos pelo Campeonato Paulista. A torcida invadiu o campo e carregou os heróis do Corinthians como se eles tivessem conquistado um título, gritando e cantando: com Pelé e com Edu, nós quebramos o tabu. “Lembro-me muito bem que a cidade de São Paulo parou para a torcida fazer festa”, diz.

A história de Buião com o Corinthians chegou ao fim e ele tinha bons clubes interessados em seu futebol. “Em 1971, tinha dois clubes para ir. Um era o Internacional de Porto Alegre, que tinha Figueiroa, Waldomiro, Batista entre outros. E outro era o Flamengo. Mas o coração falou mais alto, pois quando eu era menino era flamenguista”, afirma. “O sonho de todo jogador é jogar no Flamengo e eu joguei. No entanto, não foi uma boa passagem porque nesta época o rubro-negro tinha um time fraco. Mas ele recorda que fez grandes jogos. “O mais memorável foi contra o Botafogo, que era o melhor time do Rio de Janeiro e que tinha Gerson, Jairzinho, Paulo Cesar Caju, Carlos Alberto Torres e Roberto, todos de Seleção”, diz, completando: “Ganhamos e fiz dois gols. Além disso, tive o prazer de jogar cinco vezes com o Zico, que na época tinha 17 anos”, conta, satisfeito com sua passagem pela Gávea.