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Painel do Crime

Soldados do Exército são assassinados no Uberaba

Crime foi motivado por briga em boate na Avenida das Torres

  • Por Janaina Monteiro

Dois soldados do Exército foram assassinados e um amigo deles ficou gravemente ferido quando voltavam do Rancho Brasil, no fim da madrugada de ontem, no Uberaba.

Segundo a polícia, uma discussão na saída da boate teria motivado o crime. O Gol branco onde as vítimas estavam foi perseguido por um veículo vermelho, que pode ser um Punto, pela Avenida Comendador Franco (Avenida das Torres). Quanto estavam perto da Curva do Tomate, o Gol foi metralhado com pelo menos 15 tiros.

Os militares Fernando Iskierski e Abner Elias Cologi Taborda, ambos de 19 anos, morreram na hora com tiros na cabeça e no pescoço. Abner seria filho de um sargento da Polícia Militar.

O amigo deles Nei da Silva Pinheiro, 19, que não é militar, foi atingido no braço e peito e encaminhado ao Hospital Cajuru, onde foi operado e se recupera no quarto, fora de perigo. O quarto passageiro do Gol não foi ferido e colabora com a Delegacia de Homicídios. Segundo a polícia, a arma utilizada no crime foi de calibre 9 milímetros.

Estacionamento

Testemunhas revelaram que o desentendimento teria ocorrido no estacionamento da casa noturna. Uma das versões dá conta que um cliente teria derrubado bebida em um dos soldados, o que gerou o conflito. Outra é que seria briga por que um mexeu com a mulher do outro. Mas nenhuma das versões foi confirmada pela Delegacia de Homicídios.

Há informações que os assassinos fugiram em direção a São José dos Pinhais. A delegada Vanessa Alice explicou que tem indícios de autoria, mas que não irá dar detalhes nesse momento da investigação.

Recrutas

Os militares estavam lotados no 5.º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (Gacap), no Quartel do Boqueirão, e ingressaram há poucos meses na corporação. De acordo com o comando do 5.º Gacap, Fernando e Abner eram atletas que se destacavam em competições e não tinham vícios.

Câmeras não captaram briga

Giselle Ulbrich

Fábio Aguayo, presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), convocou a imprensa na tarde de ontem, para explicar que a briga entre os soldados do Exército e seus assassinos não ocorreu dentro nem no estacionamento do Rancho Brasil.

“Há as imagens das câmeras internas e externas, que mostram tudo calmo a noite e madrugada. Aliás, a casa fechou as portas exatamente às 4h42, quando saiu o último cliente.

Os rapazes foram assassinados quase uma hora depois (às 5h30) e a quase cinco quilômetros de lá. As imagens das câmeras serão entregues à Delegacia de Homicídios”, explicou.

Testemunha

Mesmo assim, Fábio deu algumas dicas à polícia. “O guardador de carros da churrascaria ao lado ouviu a discussão, que teria ocorrido na rua. Além disto, há imagens das câmeras da churrascaria, que podem ter captado a briga, e as imagens da empresa Climasul, que fica na Curva do Tomate, bem onde ocorreu o crime. Da da casa noturna até lá há dois radares. Se houve perseguição em alta velocidade entre vítimas e assassinos, os radares certamente captaram os veículos e as placas”, expôs o presidente da Abrabar.

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