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Painel do Crime

Praça Osório

Nazista é absolvido por agressões ocorridas em 2005

Eduardo Toniolo Del Segue era líder do grupo que se autointitulava “Orgulho Branco”

  • Por Jadson André

Dois membros de grupo neonazista que atacou várias pessoas na Praça Osório, em setembro de 2005, foram condenados pelo Tribunal do Júri, na quinta-feira, por racismo e formação de quadrilha. Porém, como os crimes já prescreveram, Eduardo Toniolo Del Segue, 34 anos, e Lilian Regina de Brito, continuaram em liberdade.

Eduardo, conhecido como “Brasil”, era considerado líder do grupo que se autointitulava “Orgulho Branco”, e também era acusado por lesão corporal e tentativa de homicídio, mas foi absolvido por falta de provas. O julgamento durou cerca de dez horas e aconteceu em um auditório do Palácio das Araucárias, porque outro julgamento acontecia no plenário do Tribunal do Júri.

Quatro vítimas foram espancadas pelo grupo skinhead e tiveram pertences levados, além de um jovem negro e homossexual que foi esfaqueado, mas sobreviveu. O arrastão violento aconteceu em 18 de setembro. Pouco mais de um mês depois, equipes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), capturaram 11 integrantes do grupo. Com eles foram apreendidos bandeiras com a suástica, livros e revistas com imagens de Adolf Hitler, além de outros símbolos nazistas.

Sem intenção

Com relação ao ataque contra as vítimas na Praça Osório, os jurados entenderam que não houve intenção de matar por parte dos réus. “Nossa defesa sustentou que não foram tentativas de homicídio. Causaram lesões nas vítimas, mas sem intento de matá-las”, argumentou Elias Mattar Assad, advogado de Eduardo.

Na época, a polícia já investigava outra ação de intolerância do grupo, que teria colado adesivos na região central da cidade com as frases “Mistura racial? Não, Obrigado” e “Homossexuais afrontam a natureza”. A quantidade de material de apologia ao nazismo e a maneira de agir do grupo fez a polícia o considerar um dos mais organizados do País.

Dos 11 capturados pelo ataque, quatro eram menores e foram liberados pouco depois, após passar pela Delegacia do Adolescente. Os outros cinco maiores ainda não têm julgamento marcado. Entre eles está Anderson Marondes, que chegou a confessar ter dado as facadas no jovem negro.

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