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Política

Eleição

Pacto por campanha curta em Londrina

Candidatos deixam para começar em março a busca por votos

  • Por Roger Pereira

Apesar de já autorizados a colocarem suas propagandas nas ruas, os dois candidatos do “terceiro turno” das eleições de Londrina só iniciarão a campanha em março.

Um acordo firmado ontem entre Luiz Carlos Hauly (PSDB) e Barbosa Neto (PDT) adiou para o mês da votação a batalha por votos. Os eleitores de Londrina voltarão às urnas no dia 29 de março para escolher seu novo prefeito, devido à cassação de Antonio Belinati (PP), vencedor da eleição de outubro do ano passado.

Se quisessem, os candidatos poderiam ter iniciado as campanhas ontem, dois meses antes do pleito, após a publicação da resolução do Tribunal Regional Eleitoral definindo o calendário da eleição suplementar.

Mas os dois candidatos concordaram que seria desnecessário, caro e desgastante mais 60 dias de campanha em Londrina. “Foi um pacto de cavalheiros entre PSDB e PDT. Foi uma boa saída, inteligente e racional. Vai ser bom para os candidatos, para os eleitores e para a cidade”, disse Hauly.

Para o tucano, a cidade não admitiria mais dois meses de campanha. “O segundo turno do ano passado teve menos de 20 dias de campanha, já que o primeiro turno foi no dia 5 de outubro e o segundo, no dia 26. Não há a necessidade de mais tempo do que isso. Sessenta dias é muito pesado”, declarou.

“E ainda dará tempo para que o Supremo Tribunal Federal julgue os recursos do Belinati antes do início da campanha”, lembrou, referindo-se à tentativa de Belinati de reverter a decisão da Justiça Eleitoral que o impede de assumir a prefeitura.

Agência Câmara
Barbosa: “Não há dinheiro”.

Hauly também admitiu que os custos de uma nova campanha influenciaram a decisão de reduzi-la. “As empresas já doaram verba para as campanhas no ano passado, e antes da crise. Aquelas doações já estavam previstas em seus orçamentos. Esse ano, ninguém tem verba para campanha eleitoral”, comentou.

Para Barbosa, o custo também foi fator decisivo no adiamento da campanha. “Não há dinheiro nascendo em árvore, passamos por uma crise econômica mundial e ninguém vai querer colocar dinheiro em uma campanha que pode não servir para nada”, disse, ressaltando a possibilidade de Belinati reverter a decisão da Justiça Eleitoral e a eleição suplementar nem ocorrer. Mas, para ele, o clima político da cidade é que impede o início imediato da campanha.

“Não há mobilização para uma campanha agora. A população ainda está revoltada com a impossibilidade de Belinati assumir a prefeitura. Passaram por uma eleição em dois turnos e terão de voltar às urnas porque a Justiça Eleitoral não respeitou sua vontade”, declarou.

Ontem, Barbosa Neto recebeu a visita do presidente estadual do PP, deputado federal Ricardo Barros, que declarou que o partido apoiará o candidato do PDT na nova eleição, mas seguirá lutando na Justiça para que Belinati consiga ser declarado eleito.

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