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Você não precisa deixar de comer embutidos por causa do alerta da OMS

“O risco existe, sim. Este estudo da OMS é bem sério, muito conceituado”, diz uma nutriocionista

  • Por Carolina Gabardo Belo

O anúncio da Organização Mundial da Saúde, no começo da semana, de que embutidos (como salsicha, linguiça, bacon, presunto e outros) foram incluídos na relação de produtos que podem causar câncer deixou em alerta aqueles que não abrem mão destes alimentos em suas refeições. Mas apesar do risco real, nutricionistas ponderam que a quantidade consumida é o que faz a diferença pra saúde.

Os embutidos e processados foram classificados pela OMS no grupo 1, que engloba os produtos carcinogênicos, ou seja, possuem potencial cancerígeno quando consumidos em grandes quantidades. Nesta mesma relação também estão tabaco, amianto e fumaça de diesel. O relatório justifica a classificação pelas evidências de que o consumo diário de 50 gramas de carne processada aumenta o risco de câncer colorretal em 18%. “O risco existe, sim. Este estudo da OMS é bem sério, muito conceituado”, afirma a presidente do Conselho Regional de Nutricionistas da 8.ª Região (CRN-8), Maria Emília Daudt von der Heyde.

Dieta balanceada

No entanto, a nutricionista destaca a importância de se manter uma nutrição balanceada. Ela lembra que é comum, após estudos como esse, que as pessoas deixem de comer determinados alimentos, o que não é o ideal. “Não podemos criar neuras. A questão é balancear a dieta. Nada é tão bom que possa ser comido muito nem tão ruim que nunca deve ser comido. O legal da nutrição é comer de tudo um pouco, ter equilíbrio e comer alimentos de todos os grupos sem exagerar nem deixar de lado”, recomenda. A orientação é consumir os embutidos esporadicamente.

Vermelha

As carnes bovina, de porco e de carneiro também ganharam destaque na pesquisa da OMS ao serem apontadas como “provavelmente cancerígenas para os seres humanos”. Mas assim, como no caso dos alimentos processados, a quantidade a ser consumida é fundamental na hora de avaliar os riscos, especialmente por causa dos benefícios que a carne vermelha traz pra saúde, com nutrientes que não são facilmente encontrados em outros alimentos: proteína, ferro, zinco e vitaminas do complexo B, que estão presentes principalmente em produtos de origem animal.

“O consumo da carne vermelha é necessário. O estudo não quer dizer que temos um único vilão do câncer. É importante prevenir, moderar o consumo e também aumentar a quantidade de frutas e verduras”, reforça a nutricionista clínica Hospital Erasto Gaertner, Camila Brandão Polakowski.

Energético

Tomar bebidas alcóolicas com energéticos causa sérios danos à saúde, principalmente ao coração e também aumenta as chances de lesão cerebral traumática entre adolescentes. Pesquisa conduzida por médicos de um hospital no Canadá analisou 10.272 jovens. Os resultados apontaram que 22,4% dos estudantes relataram uma história de traumatismo crânio encefálico (TCE). As chances de ocorrência de uma recente lesão cerebral foram maiores pra aqueles que consomem bebidas energéticas misturadas com álcool, quando comparadas com os abstêmios.

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