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Paraná

Litoral contará com plano contra desastres naturais

Objetivo é garantir atendimento capaz de minimizar prejuízos da população

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Paraná apresentou nesta quinta-feira (12) um plano para mobilização da estrutura do Estado em caso de desastres naturais no Litoral.

O documento contém o mapeamento das áreas de risco, informa os procedimentos que deverão ser adotados pelos 29 órgãos envolvidos no atendimento de emergências e lista os recursos humanos e materiais disponíveis para situações do gênero.

O objetivo é garantir um atendimento ágil e capaz de minimizar prejuízos e o sofrimento da população. O Plano de Preparação para Atendimento a Desastres no Litoral começou a ser elaborado em junho de 2011, após as fortes chuvas que atingiram o Litoral, deixando milhares de desabrigados.

O governo estadual dividiu o plano em quatro etapas de estudo: caracterização do cenário, sistemática operacional, caderno de atividades primárias e recursos humanos e materiais.

A intenção do documento é oferecer informações para aperfeiçoar a logística de atendimento à população atingida. O chefe da Coordenação da Defesa Civil, tenente-coronel Edmilson Barros, explicou que o plano não é estático e sempre deverá ser atualizado.

“Queremos uma resposta efetiva e eficiente. Para isso, definimos as responsabilidades de cada secretaria de Estado. Hoje, estamos prontos para agir com mais agilidade e qualidade”, disse ele.

Sistemática operacional

Barros lembrou que a Defesa Civil agiu com rapidez no Litoral durante as chuvas do ano passado, mas disse que o poderia trabalho poderia ter sido ainda mais ágil caso houvesse um mapeamento da região.

Ao apresentar o trabalho para integrantes do governo, ele disse que objetivo do documento é integrar e articular os órgãos estaduais de governo para atender possíveis desastres naturais.

Os procedimentos operacionais para o plano foram divididos em três processos: monitoramento, ativação de um grupo de avaliação emergencial de áreas de risco e acionamento dos demais órgãos estaduais para desencadear ações relacionadas com a especificidade de cada instituição.

Na prática, o trabalho começa com o Simepar, que emitirá um alerta para a Defesa Civil sempre que houver previsão de chuva forte na região. A Defesa Civil então comunicará as prefeituras e secretarias de Estado e convocará os integrantes do grupo de avaliação emergencial de risco para uma reunião.

Esse grupo será formado por técnicos do Simepar, Águas Paraná, Mineropar e Defesa Civil e terá a missão de avaliar a necessidade de desocupar as residências em áreas de risco, além de coordenar a parte logística da operação.

O plano prevê que o grupo terá duas horas para mobilizar os recursos humanos e materiais disponíveis, que deverão estar na região afetada em até quatro horas. “A proposta é um atendimento rápido, para evitar problemas mais sérios”, disse Barros. O Simepar prevê ampliar as redes de monitoramento do Litoral. Serão mais 15 estações meteorológicas, além das 14 hoje existentes na região.

Atividades e recursos

O governo estadual definiu 28 atividades primárias para o atendimento da infraestrutura viária e da população litorânea em situações de emergência. São serviços como o abastecimento emergencial de água potável, apoio policial nas áreas atingidas e evacuadas, manejo de mortos, proteção de animais, estabelecimento de fontes de comunicação, apoio psicológico aos afetados, entre outros.

O documento tem um cadastro dos órgãos que ficarão encarregados de cada atividade, contendo telefone e nome do funcionário responsável. Foi elaborado ainda ,um outro cadastro com os recursos humanos e materiais colocados à disposição para atender a região, como barcos, veículos utilitários, tratores e caminhões, além de psicólogos, engenheiros e assistentes sociais.

“São recursos colocados à disposição pelas secretarias para um possível acionamento no caso de alguma ação no Litoral. Esse suporte garante a qualidade e a agilidade do atendimento”, disse Barros. O governo também cadastrou os abrigos com melhor infraestrutura para eventualmente atender as vítimas das enchentes.

Romero da Silva Filho, chefe do setor operacional da Defesa Civil e um dos coordenadores do plano, explicou que, caso ocorra um desastre natural, esse cadastro irá informar quem tem condições de ajudar com o envio de veículos, donativos, água potável, caminhões, macas, entre outros equipamentos. “Temos tudo detalhado. O plano irá articular todos para um atendimento mais ágil”, afirma.

Áreas de risco

Para confeccionar o documento, a Defesa Civil e a Mineropar realizaram um levantamento baseado em geoprocessamento das áreas que apresentam risco de deslizamentos e enchentes. Foram identificados 116 pontos vulneráveis e 47 mil pessoas residindo em áreas de risco na região litorânea.

O mapeamento foi elaborado com fichas analisando três situações: os deslizamentos de encostas, os alagamentos provocados pela dificuldade de escoar a água e as inundações causadas pela elevação do nível de rios.

Com o documento é possível apontar as áreas que precisam ser desocupadas caso ocorra algum desastre natural. A maioria dos pontos suscetíveis a desastres está no município de Paranaguá, que tem 43 áreas de risco.

Em seguida vêm os municípios de Guaratuba (25), Guaraqueçaba (17), Matinhos (10), Antonina (13), Morretes (5) e Pontal do Paraná (3). “Fizemos uma ficha com as informações de cada área, com tamanho, nível de risco e população residente. Esse trabalho vai auxiliar nas próximas ações”, explicou Romero.

Região

O litoral paranaense é composto por sete municípios, com uma área de aproximadamente 6.057 quilômetros quadrados e uma população de 265.392 habitantes.

A densidade demográfica é de 597 habitantes por quilômetro quadrado. Umas das principais características da região é a vegetação predominante de Mata Atlântica e uma cadeia montanhosa denominada de Serra do Mar, com altitude média de 500 a 1000 metros.

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