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Alerta aos jovens!

Alzheimer e Parkinson podem afetar quem tem menos de 50

  • Por Carolina Gabardo Belo

Apesar de raros, os casos de problemas neurológicos como as doenças de Alzheimer e Parkinson podem afetar pessoas com menos de 50 anos de idade. Nesta faixa etária, a condição genética tem papel determinante e o diagnóstico precoce é fundamental pra qualidade de vida do paciente.
As duas doenças ocorrem pelo acúmulo de proteínas em diferentes áreas do cérebro, que causam a morte dos neurônios e reações degenerativas. Apesar dos estudos avançados sobre os problemas, pouco se sabe sobre o que causa este acúmulo de proteínas.

Com o paciente Paulo Rodrigo da Silva, a manifestação do parkisionismo aconteceu aos 30 anos de idade, possivelmente pela ingestão de medicamentos fortes pro tratamento da depressão. Após os primeiros sintomas de tremores, ele procurou uma unidade de saúde e o diagnóstico foi determinado um ano depois. Desde 2013 Paulo faz tratamento na Associação Paranaense dos Portadores de Parkinsonismo.

“O diagnóstico é clínico, da vivência dos sintomas. Não temos um exame que diga exatamente que é Parkinson”, explica a neurologista Marina Farah. Nos casos de pacientes jovens, a médica afirma que o problema tem uma progressão mais lenta, mas os sintomas ficam mais graves com o passar do tempo, devido à evolução da doença. “Também são maiores as chances de complicação, efeitos colaterais e o prejuízo social”, diz.

Alzheimer atinge 1,2 mi

Assim como a doença de Parkinson, o Alzheimer é raro entre jovens e, pro diretor científico da Associação Brasileira de Alzheimer, Vitor Pintarelli, precisa ser mais divulgado. “O ideal é que o problema seja conhecido a ponto de fazer com que as pessoas procurem precocemente o tratamento. Assim conseguimos melhores resultados e também capacitar a família pros cuidados que o paciente necessita”, destaca. Estima-se que 1,2 milhão de brasileiros tenham a doença.

“Sabemos que os quadros de Alzheimer com determinação genética podem iniciar em idade mais precoce. Em geral a doença aparece após os 60 anos, mas também temos casos aos 45. O que acontece é que muitas vezes o diagnóstico atrasa”, explica o geriatra Mauro Piovenzan, do Instituto Alzheimer Brasil.

Em geral, os primeiros sintomas são confundidos com o processo natural do envelhecimento, como falta de memória. “O paciente perde a capacidade de reter a informação nova. A doença se inicia onde são depositadas as memórias recentes. Mas com o passar do tempo os sinais vão evoluindo, com alteração na linguagem, desordem”, descreve Piovezan. Ele orienta que o sinal de alerta é o comprometimento das atividades diárias do paciente.

Depressão e insônia

A neurologista Marina Farah explica que o parkisionismo – caracterizado pela lentidão, rigidez dos membros, tremor e desequilíbrio – é apenas um dos sintomas da doença de Parkinson e a dificuldade motora demora em média de 10 a 15 anos pra aparecer depois do início da doença. Além disso, outros problemas são associados, como depressão, alteração no hábito intestinal, insônia e diminuição do olfato.

“Ainda não temos a cura então o tratamento melhora a qualidade de vida do paciente, com medicação e terapias complementares como fisioterapia, fonoaudiologia, atendimento psicológico. O diagnóstico precoce só traz benefícios”, comenta. Além disso, Marina destaca que não é possível eliminar todos os sintomas, mas em muitos casos eles reduzem significativamente.

Pra Paulo Rodrigo, o tratamento fez toda diferença. Ele conseguiu reverter, parte dos danos ocasionados e reduziu o tremor que sentia pelo corpo. “Achei que iria piorar e agora só tremo nas mãos”, comemora. “Não fico parado. Além dos medicamentos, faço exercício todo dia, vou na academia ao ar livre. Ocupo meu tempo com atividade física”.

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