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Murray falou sobre remédios dados a Michael

Médico declarou-se inocente da acusação de assassinato culposo

O médico acusado pela morte de Michael Jackson nunca revelou que tinha dado ao cantor um poderoso anestésico, afirmou um paramédico durante a audiência realizada nesta sexta-feira sobre a morte do rei do pop. O paramédico Richard Senneff contou que o doutor Conrad Murray disse a ele que havia dado apenas lorazepam a Jackson e que inicialmente afirmou que o cantor não tinha qualquer problema de saúde.

Posteriormente, Murray disse aos médicos que o cantor recebia tratamento por desidratação e exaustão, disse Senneff. O médico não mencionou que ministrava o anestésico cirúrgico propofol para ajudar Jackson a dormir.

Murray pareceu agitado quando o paramédico chegou ao quarto no dia da morte de Jackson, em junho de 2009, afirmou Senneff. Ele teve de perguntar três vezes ao médico sobre o estado de saúde do cantor antes que ele respondesse. “Ele disse: ‘nada. Ele não tem nada’.”

O veterano paramédico disse que Jackson estava frio ao toque, seus olhos estavam abertos e secos e havia um acesso intravenoso em sua perna. Senneff foi um dos quatro paramédicos que tentaram reavivar Michael Jackson.

Murray, de 58 anos, declarou-se inocente da acusação de assassinato culposo. Se condenado, ele pode ficar quatro anos preso e perder sua licença de médico.

A promotoria afirma que o cardiologista mentiu várias vezes para os médicos do pronto-socorro sobre os medicamentos que estava ministrando ao cantor. As autoridades acreditam que Murray tenha injetado uma dose fatal de propofol e outros sedativos. O advogado de Murray afirma que Jackson injetou em si mesmo a dose depois que o médico saiu de seu quarto.

Senneff foi o primeiro paramédico a chegar ao quarto de Jackson e relatou que em poucos minutos ele e outros três profissionais tentavam reavivar o cantor. Após tentar vários medicamentos para fazer o coração do cantor voltar a bater, Jackson continuava sem vida.

Funcionários do pronto-socorro de um hospital próximo aconselharam Senneff a declarar a morte de Jackson em seu quarto, mas o cantor foi transportado porque Murray queria que as manobras de ressuscitação continuassem.

Os promotores também convocaram um executivo da fabricante de um dispositivo de dedo usado pelo doutor Murray para monitorar o nível de oxigênio no sangue de Jackson. Bob Johnson, executivo da Nonin Medical, disse aos jurados que o dispositivo de US$ 275 não era o adequado para monitorar continuamente o paciente, porque não tem uma alarme sonoro que poderia alertar sobre problemas. As informações são da Associated Press.

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