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De Letra

Atlético 1x1 Coritiba

Atletiba teve emoção, polêmica, tensão e empate que não ficou bom pra ninguém

Clássico da Arena da Baixada mostrou Atlético ofensivo e Coritiba cauteloso, mas bolas na trave e pênalti foram destaque

  • Por Cristian Toledo
Kléber e Paulo André, um dos principais duelos do clássico. Teve cotovelada dos dois lados. Foto: Marcelo Andrade

Assunto para discutir é o que não falta no Atletiba. Cada torcedor tem na ponta da língua o que acha mais decisivo para explicar o que foi o Atlético 1×1 Coritiba na manhã deste domingo (10) na Arena da Baixada. Se você é atleticano, tem a certeza absoluta de que o resultado foi injusto pelas quatro bolas na trave e pelas duas defesas milagrosas de Wilson. Se você é coxa-branca, tem a certeza absoluta de que o resultado foi injusto pelo lance de pênalti não marcado por Anderson Daronco. Só que o jogo não se explica só por uma coisa, nem só por outra. E nem só por essas duas.

O Atletiba foi desenhado pelos dois técnicos em duas semanas de treinamento. Do lado rubro-negro, Fabiano Soares quis demonstrar o sucesso do esquema tático que fez o time sair das últimas posições e chegar na briga pelo G6. Por isso a opção por Lucas Fernandes, por Lucho González como segundo volante, por Ederson na frente. O plano era atacar. Do lado coxa-branca, Marcelo Oliveira, por mais que diga o contrário, queria fechar os espaços dos donos da casa e depois encontrar um espaço ou um deslize para chegar na frente. O plano era surpreender, inclusive na escalação de Getterson.

No primeiro tempo, o jogo de xadrez terminou com um “xeque” do Coxa. O Atlético teve a posse de bola, mas sofria para chegar perto da área alviverde. Getterson e Rildo mais marcavam que jogavam, e assim havia um bloqueio para que o Furacão criasse. Guilherme e Nikão sofriam, enquanto Matheus Galdezani tinha espaço para jogar, mesmo que ficasse isolado – assim como Kléber na frente. Assim, o jogo tinha pouca emoção e muita tensão. Léo e Fabrício, Kléber e Paulo André, Lucas Fernandes e William Matheus, os “duelos individuais” que os técnicos adoram falar eram vistos em faltas, e não em lances.

Até que Ederson acertou uma cabeçada e mandou para fora. E logo depois Paulo André mandou na trave. E Galdezani chutou para fora. Aos 33 minutos, finalmente os times chutaram a gol. A partida melhorou, e ficou eletrizante no final do primeiro tempo. Lucas Fernandes dribla Alan Santos e é derrubado. Pênalti marcado pelo árbitro adicional, pois Anderson Daronco iria mandar o jogo seguir. Nikão tentou deslocar Wilson e acabou tirando a bola do gol, acertando a trave. Instantes depois, instantes depois, Rafael Longuine cobrou falta na área e a bola resvalou em Werley antes de entrar.

O Coritiba, que apostava em um erro adversário, estava em vantagem. E o Atlético voltou para o segundo tempo decidido a botar pressão. E sem espaço para criar, pois as voltas de Werley e Kléber davam aos visitantes mais solidez na marcação e mais força emocional, o Furacão precisava ousar. E Fabiano Soares apostou no jogador que quase todos no clube desprezaram – menos a torcida. Aos 13 minutos, Felipe Gedoz entrou pra mudar a história do clássico. A partir dali, os donos da casa se postaram definitivamente dentro do campo de ataque, e transformavam Wilson no melhor em campo.

Em uma cabeçada de Paulo André, o goleiro fez uma defesa espetacular, daquelas que silenciam um lado do estádio e fazem o outro lado comemorar como se fosse um gol. Já o grito de “uh”, solto por todos na Arena, veio num tirambaço de Gedoz cobrando falta, que explodiu na trave. A blitz atleticana aumentou ainda mais quando Ribamar entrou no lugar de Ederson.

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E nesse momento de maior tensão, veio o minuto 38. O que gera toda a polêmica. O Coxa puxou o contra-ataque, Kléber tentou a jogada, perdeu o lance que sobrou para Pavez. O chileno esticou demais a bola e quando foi tentar tirar derrubou Rildo. O pênalti não foi marcado e os jogadores alviverdes partiram pra cima de Anderson Daronco. E enquanto isso o Furacão saiu em velocidade e Felipe Gedoz foi acionado na esquerda, passou por Iago e foi derrubado. Pênalti, este marcado, gerando a maior confusão. E cobrado pelo próprio Gedoz, dando o placar final ao clássico.

Mas o jogo não tinha acabado. Como se tivesse sido ligado o turbo, os dois times saíram com tudo ao ataque. Espaços surgiram, e foram minutos de extremo nervosismo. E de Wilson defendendo de novo. E de Ribamar recebendo lançamento longo e tocando na trave – a quarta do Atlético no jogo. Depois de duas horas de clássico, quando a partida terminou, as duas torcidas aplaudiram os times. Se o resultado não agradou ninguém, a luta em campo foi valorizada.

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43 Comentários em "Atletiba teve emoção, polêmica, tensão e empate que não ficou bom pra ninguém"


Verdao
Verdao
13 dias 18 horas atrás

Outro que ate agora nao deu para entender o por que contrataram e o tal do Rafael Longuine, sera que com tantos na base nao tem ninguem melhor ou igual esse rapaz, joga com uma ma vontada que chega irritar qualquer um.

Verdao
Verdao
13 dias 18 horas atrás

O tal do Getterson, to ate agora tentando entender o por que da escalacao desse carae muito fraco, nao apoia, nao defende, ainda bem que no proximo jogo volta o Anderson.

Verdao
Verdao
13 dias 18 horas atrás

O Daronco fez uma pesseima arbitragem, tinha que expulsar o Paulo Andre quando deu cotovelada no Kleber e marcar o penalti vergonhoso que ele nao marcou, ali o COXA liquiva a partida.

Ronaldo Goltz
Ronaldo Goltz
14 dias 20 horas atrás

Aí os caras que não se garantem, compram o juiz e nem sabem aproveitar, não sabem nem bater pênalti.

Corisco
Corisco
14 dias 22 horas atrás

Como não ficou bem para ninguém????? Foi excelente para o cosha…..livrou-se de um 6X1….fora o baile…..

Ronaldo Goltz
Ronaldo Goltz
14 dias 20 horas atrás

Acordou do coma agora? Volta a dormir e para de falar besteira.

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