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Ilha do Mel Litoral

Mar seguro

Foto: Felipe Rosa.
Maria Luiza Piccoli

Com belas praias de areias brancas e um mar azulado limpo e convidativo, a Ilha do Mel é um dos principais destinos turísticos do litoral do Paraná. A ínsula, localizada na Baía de Paranaguá, atrai tanto turistas que buscam descanso, quanto os mais aventureiros e, por isso, é procurada em todas as épocas do ano. Assim como em qualquer destino litorâneo, na alta temporada, o movimento na ilha fica maior e, por consequência, também o vai e vem de barcos e lanchas que fazem a travessia entre os municípios de Pontal do Paraná e Paranaguá, e as belas praias da ilha. Ao todo, segundo a Associação dos Barqueiros das Bahias do Litoral Norte do Paraná (Abaline), são 75 embarcações registradas, operando a todo o vapor, principalmente entre os meses de Janeiro e Fevereiro, quando a procura pelo serviço é maior.

Até semana passada o trajeto não despertava receio em quem escolhia a ilha como destino para as férias, porém, o naufrágio da embarcação Achalana, registrado no fim da tarde do último domingo (7), assustou muitos veranistas. O barco transportava 88 pessoas e foi à pique no trecho náutico entre a Ilha e Pontal do Paraná. Felizmente, todos foram salvos a tempo.

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Depois  do incidente, o Achalana foi rebocado até o município de Pontal do Paraná e, imediatamente, os órgãos responsáveis se manifestaram, em resposta ao ocorrido. Por meio de nota, a Abaline esclareceu que o barco em questão não fazia parte da frota cadastrada pelo órgão. “A Abaline atende a população há 40 anos. Nossos barcos passam por vistoria técnica anualmente na Capitania dos Portos e, durante a temporada, os fiscais avaliam a frota todos os dias”, afirma o fiscal da associação, Vandir Alves de Oliveira. Já a Capitania dos Portos informou que realizaria uma vistoria técnica na embarcação para apurar as causas do naufrágio.

A questão chamou a atenção das autoridades marítimas, que agora, redobram a atenção sobre a segurança nas embarcações e garantem: não há o que temer. De acordo com o fiscal da Abaline, a frota licenciada para fazer o transporte de passageiros para a Ilha do Mel passa por vistorias anuais junto à Capitania dos Portos e, durante a alta temporada, a frota é avaliada diariamente. Além disso, segundo Vandir, as embarcações foram padronizadas recentemente e receberam novos itens de segurança como coletes salva vidas, apitos, sinalizadores, luzes, bóias e buzinas. “Se algum desses elementos não estiver em dia, o barco não pode nem sair”, ressalta.

Foto: Felipe Rosa.

Foto: Felipe Rosa.

De acordo com a Capitania dos Portos do Paraná, a fiscalização é rigorosa e feita por meio de inspeções navais regulares durante todo o ano, e intensificadas aos finais de semana, feriados e período de férias de verão. “Na temporada, por conta do aumento de turistas as fiscalizações são realizadas aleatoriamente nos terminais de saída e chegada, podendo também ocorrer abordagens durante o trajeto da travessia. Tudo para garantir ainda mais que a regulamentação de segurança está sendo obedecida”, afirma.

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Para evitar que a diversão se transforme em susto, como foi com o Achalana, é importante garantir que a embarcação escolhida para a travessia esteja devidamente licenciada pelas autoridades marítimas. Isso garante que em caso de acidente, o barco esteja equipado com os itens de segurança necessários. A lista de itens elencados pela Capitania incluem: coletes salva-vidas equivalentes à lotação do barco, e no mínimo, mais 10% de coletes infantis posicionados em local de fácil acesso, boias circulares, balsas rígidas, extintores de incêndio, rádio, entre outros. Além dos objetos, a tripulação deve ser qualificada e preparada para instruir os passageiros em relação às medidas de segurança e emergência.

Não é somente para a parte interna das embarcações que as regras valem. De acordo com a Capitania dos Portos do Paraná, é importante estar atento ao aspecto geral dos barcos. Para quem não entende de navegação, alguns sinais podem indicar que a nau não está adequada para embarque. “Os passageiros podem verificar se o barco está em boas condições, se não há ferrugem excessiva nos extintores de incêndio ou se está adernando – ou seja – se está pendendo mais para um lado do que para o outro, comprometendo a estabilidade da embarcação. Sinais de desgaste nas cordas das balsas ou boias também podem ser observados e, um dos cuidados mais importantes: excesso de passageiros”, alerta o capitão Germano.

Uma vez regularizados e cumprindo o disposto pelas autoridades marítimas, as embarcações podem ser consideradas seguras e os turistas estão liberados para aproveitar tranquilamente as férias. “Via de regra, as embarcações que exploram a atividade comercial de transporte de passageiros obedecem padrões legais ainda mais rigorosos do que as embarcações de esporte e recreio, por exemplo. Conforme fiscalizadas e devidamente regularizadas perante à autoridade marítima podem, sim, ser consideradas confiáveis”, finaliza o capitão.

Constatou uma embarcação irregular? Denuncie!

Identificada qualquer irregularidade, a Capitania dos Portos do Paraná recomenda que a denúncia seja feita por meio do telefone (41) 3721-1542, ou pelos endereços: inspnav@marinha.mil.br e faleconosco.cppr@marinha.mil.br.

Vale destacar que todas as embarcações que realizam o transporte de passageiros devem disponibilizar, em local visível para todos, o telefone da Capitania e que, em qualquer situação de desconforto, sentimento de insegurança ou irregularidades devem ser relatados à tripulação da nau ou diretamente à Marinha.

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Maria Luiza Piccoli

Maria Luiza Piccoli

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18 Comentários em "Mar seguro"


A Gabardo
A Gabardo
7 dias 19 horas atrás

Nunca antes e sim o após, Brasil 1 x 7 Alemanha

PEDRO Girardi
PEDRO Girardi
9 dias 9 horas atrás

QUANDO OS TURISTAS ENTRAREM NO BARCO DEVERIA JÁ COLOCAR OS COLETES SALVA VIDAS POIS É MAR ABERTO E PERIGOSO….POIS NA HORA DO PANICO NINGUEM CONSEGUE NÉ….

Rafael Gomes
Rafael Gomes
9 dias 16 horas atrás

Sempre tem que existir o após para esses bando de fiscais corruptos vaga_bundos começarem a trabalhar!

Luiz Filho
Luiz Filho
11 dias 6 horas atrás

Enquanto não responsabilizar o órgão e o responsável, civil e criminalmente pela fiscalização… vai continuar a mesma coisa.

Renato
Renato
11 dias 9 horas atrás

É sempre assim. As autoridades ficam dormindo em cima do saco e só se mexem quando alguma coisa acontece

PARANITO PENTACAMPEÃO
PARANITO PENTACAMPEÃO
11 dias 23 horas atrás

kkkk… Agora todo mundo tira o seu da reta. É BRASIL IL IL …. depois da porta ARROMBADA é que vão procurar as desculpas. E a nossa “fabulosa marinha”, que é quem deveria fiscalizar a rigor, passa para o cidadão fiscalizar pra ela e lhe informar. Melzinho na chupeta, eim ?? É o país do FIMDOCUDOMUNDO mesmo !!! SÓ por DEUS mesmo. Ainda bem que, desta vez, ninguém morreu.

BRASILEIRO
BRASILEIRO
13 dias 1 hora atrás

esse texto tá com cara que foi feito pela empresa que opera os barcos………….. não está no jeitão de todo dia da tribuna.

BRASILEIRO
BRASILEIRO
13 dias 1 hora atrás

“”” se não há ferrugem excessiva nos extintores de incêndio “”” quer dizer que um pouco de ferrugem pode ? existe legislação sobre o estado de conservação de extintores e ela não aceita nenhuma corrosão externa

Dr.Master
Dr.Master
13 dias 7 horas atrás

Temos que acabar com esses barcos de madeira ! A idade das barcas são de 50 anos reformadas na famosa garibada litorânea ! Frota nova e barcos de aço ou Aluminio já !

Celina
Celina
13 dias 8 horas atrás

Mar Seguro c/ certeza. Capitão Jack Sparrow pra lá e pra cá no Pérola Negra s/ Abeline saber. hahaha x-( :-X

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