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Augusto Mafuz

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Opiniões, crônicas e informações exclusivas sobre o mundo do futebol, em especial o Atlético Paranaense.

Professores

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É Carlos Drummond de Andrade quem diz: “Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião”.

Há anos ouço o comentarista Valmir Gomes, professor de futebol e da vida, que não é analista de resultado. Contestando-o lhe pergunto: o que sobra de um jogo de futebol, se não o resultado? Uma verdade futura, responde-me.

Lembrei-me do Nego e da sua lição por causa das duas vitórias do Atlético, contra o Ipatinga (1×0) e o ABC (2×1), em Paranaguá. Como analisá-las dissociando os resultados de vitória do raso futebol que se viu? Então vejam bem o drama do crítico: se a análise obriga alcançar o jogo pelo todo, a crítica é inevitável, porque o futebol jogado pelo Furacão não tem futuro; e, se dissocia esse futebol, para exaltar-se apenas o resultado, esconde-se uma verdade, que no futuro pode provocar grandes estragos.

Não se pode dissociar o resultado de 2 x1 contra o ABC do que se jogou. São dois os motivos: para ganhar, foi preciso usar o casuísmo, que é o pênalti por agressão, quando a bola já era do goleiro. É diferente do pênalti como consequência de uma jogada do jogo jogado. E o outro, a falta de organização de jogo para compensar as imensas deficiências individuais. A cada jogo há novos jogadores, que se presumem sejam melhores dos que estavam. Mas nem por isso o time revela sintomas de evolução.

Ciclo

Drummond também disse: “Há campeões de tudo, inclusive de perda de campeonatos”.

Mais grave do que a goleada no campo para a Ponte Preta (4×1), foi o argumento que o técnico Marcelo Oliveira usou para justificá-la: o desequilíbrio emocional e físico em razão da perda da Copa do Brasil. O problema é outro, gravíssimo: o ciclo desse time terminou. A irregularidade no campeonato paranaense já sinalizava para esse fato, e só não foi concluída, porque os equívocos de arbitragem e o pênalti perdido por Guerrón esconderam essa verdade com o tricampeonato. E, se chegou à final contra o Palmeiras, foi em razão da superação, instrumento que só serve para determinadas ocasiões, incapaz de originar situações definitivas. Só serviu para eliminar o São Paulo.

Dá para se ver que alguns jogadores, como Emerson e Rafinha, tornaram-se comuns, caindo ao mesmo nível de Pereira, Roberto, Lucas Mendes e Everton Costa.

O fim do ciclo de um time é normal, pois nada é eterno. O que precisa é enfrentar esse fim antes que ele chegue. E, aí, é preciso ter conhecimento e transigência com o orgulho. O incômodo lugar entre os quatro últimos no campeonato, não é consequência de nenhum outro fator, que não seja o da fragilidade individual do time, e da demora de se concluir por essa verdade.

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