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Augusto Mafuz

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Opiniões, crônicas e informações exclusivas sobre o mundo do futebol, em especial o Atlético Paranaense.

Ídolo

  • Por Administrador

O jogador para ser ídolo precisa se submeter a sacrifícios pessoais. Ninguém se torna ídolo por um ato isolado. Para alcançar esse estagio, é preciso ter uma obra de sacrifícios pessoais, poder de recuperação nos fracassos, vitórias e conduta de proteção à imagem. Quando os jogadores dizem que é difícil, acreditem.

Vejam o caso de Ronaldo Fenômeno. Para ser campeão do mundo pelo Brasil, em 2002, precisou passar por cirurgias para salvar a sua carreira, algumas de previsões incertas. Para ser o maior do mundo, rendeu-se às cirurgias e ao sofrimento do tratamento. Quem de nós não tem na lembrança o seu rosto frisado pelas dores em clinicas da França.

Para ser campeão do mundo, ser artilheiro dos mundiais, e ter o adjetivo Fenômeno incorporado ao seu nome, Ronaldo precisou sofrer. A comoção que provocou a sua luta por esse ideal transformou-se em uma idolatria tão grande que absorveu até os seus descuidos pessoais.

Para arranhar a imagem de ídolo ao ponto de colocá-lo no risco da perda, não é preciso muita coisa. Um desvio púbico qualquer pode ser fatal. Vejam o caso de Ronaldo Fenômeno. A ambição por cargo e dinheiro levou-o ao comando das ações da Copa do Mundo. Em razão do cargo, portanto, por interesse profissional, há dois anos declarou que “não se faz Copa do Mundo com hospitais”. Agora, o povo está lhe mandando a fatura, cobrando-lhe.

Despreparado para um enfrentamento público, não sabe que, às vezes, o pedido de desculpas, ao invés de humilhar, apaga o erro e engrandece a pessoa. Tentando remendar, dizendo que “falou em outro contexto”, Ronaldo agravou o seu erro. Em nenhum contexto, o interesse material por uma Copa do Mundo ou por qualquer evento pode sobrepor o respeito à dignidade humana, cuja representação maior é a vida. E vida depende de hospitais. Frase como a de Ronaldo, por mais tempo que passe, preserva-se em qualquer contexto. A frase “não se faz Copa do Mundo com hospitais” irá grudar ao seu nome como grudou o “Fenômeno”.

Como acreditar nos produtos que Ronaldo anuncia, ou nos seus comentários da televisão, se ele, em qualquer contexto, desde que tenha benefício material, entende que valores da pessoa humana podem ser relevados.

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